Houve uma altura em que tudo isto fazia sentido, em que n'alguma lógica distrocida o ser humano tinha uma razão para fazer o que faz e ser como é. Neste momento tudo parece ser uma farsa em o homem se torna um automata dependente de regras e instrumentos que tenta quebrar apenas por breves momentos para logo de seguida ficar submisso na compreensão de que a sua vida sem essas coisas vale menos de zero. Esse protocolo de comportamento social obriga a renunciar a nossa natureza e instintos apenas para cumprimento de uma lógica que nada tem a ver com a verdadeira natureza do ser humano. Nós não somos nem nunca fomos seres de lógica, até os primeiros gregos pioneiros na lógica humana admitem que ser humano é ser impulsivo e destrutivo. Numa sociedade rigida o resultado pode apenas ser um, automutilação mental e muitas vezes fisica do indivíduo em prol de um todo com finalidades puramente lucrativas. O conceito de felicidade que muitas vezes tentamos impingir à juventude é rapidamente substituido pela necessidade de possuir algo não importa o quão banal isso possa ser.